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Objetos de Aprendizagem para um Novo Aprendizado
1.
Objetos de Aprendizagem e Aprendizagem Significativa
Nos
dias de hoje, é inegável a relevância da Internet na vida dos
indivíduos nas várias esferas das quais ele participa socialmente.
O acesso à rede, atualmente, faz parte dos diversos núcleos nos
quais estamos inseridos, e exemplos disso são os grupos no Whatsapp
para esses núcleos sociais, como a família, a igreja, a
faculdade, o trabalho, o círculo de amigos, entre outros.
Obviamente, a educação não poderia ser deixada de lado no apogeu
da Internet e das redes sociais, e os sites são frequentemente
utilizados na elaboração e no compartilhamento de materiais
didáticos. É essa nova possibilidade que introduz, na rotina dos
professores e nas discussões em torno da educação, um conceito
característico do universo cibernético: objeto de aprendizagem.
Conforme
Weller et al. (2003 apud
MONTEIRO et al., 2006, p. 391), “um
objeto da aprendizagem é uma parte digital do material da
aprendizagem que se dirige a um tópico claramente identificável ou
resultado da aprendizagem e se tem o potencial reutilização em
contextos diferentes”. Percebe-se
claramente, na explicação anterior, a possibilidade de se
reutilizar o objeto de aprendizagem, e o avanço da Internet favorece
o compartilhamento e o uso contínuo desses objetos de aprendizagem,
tanto que o MEC (2006 apud
MONTEIRO
et al., 2006, p. 391) ressalta a necessidade da “incorporação
didática das novas tecnologias de informação e comunicação para
melhoria da qualidade, equidade e eficiência dos sistemas públicos
de ensino”.
Outro
termo que se faz presente em alguns artigos acerca de objetos de
aprendizagem é o da aprendizagem
significativa. Para
Tavares (2010,
p. 5):
A
aprendizagem significativa envolve a construção de novos
significados, e na concepção de Ausubel para que ela aconteça em
relação a um determinado assunto são necessárias três condições:
o material instrucional com conteúdo estruturado de maneira lógica;
a existência na estrutura cognitiva do aprendiz de conhecimento
organizado e relacionável com o novo conteúdo; a vontade e
disposição do aprendiz de relacionar a nova informação com o
conhecimento já existente. Esses conceitos estáveis e relacionáveis
já existentes são chamados de subsunçores; ou conceitos âncora ou
ainda conceitos de esteio.
Segundo
Monteiro et
al. (2006,
p. 390), “durante o processo de ensino-aprendizagem, de acordo com
a idéia da aprendizagem significativa,
o aprendiz necessita ter uma experiência individual e pessoal ao
consultar o material didático utilizado na abordagem de determinado
conteúdo”.
Pode-se
apreender, na fala dos autores, a importância da autonomia ao se
salientar a
experiência individual e pessoal. Essa
preocupação deve ser sempre considerada na criação dos objetos de
aprendizagem em ambiente digital, uma vez que, conforme afirmam
Monteiro et
al.
(2006, p. 390):
A
crescente autonomia dada ao indivíduo no processo de aprendizagem,
possível graças a aplicação adequada da interatividade,
deve ser encarada como um dos principais objetivos no desenvolvimento
de materiais educacionais digitais, principalmente com relação aos
objetos digitais de aprendizagem.
Ainda
segundo os autores, os conhecimentos relativos à aprendizagem
significativa aliados ao uso dos objetos de aprendizagem trazem
resultados bem favoráveis no ensino, logo conclui-se a associação
frequente entre os conceitos:
Mesmo
havendo uma pluralidade de definições para a ferramenta pedagógica
denominada objeto digital de aprendizagem, é possível perceber que
a teoria da aprendizagem significativa amplia a eficácia do uso de
um objeto digital de aprendizagem visto que considera os processos
cognitivos e a formação dos conceitos na cognição do aprendiz.
(MONTEIRO et al., 2006, p.
396)
Referências bibliográficas:
-
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação à Distância. Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Convite PAPED 2005. Brasília, 2005. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/paped_2005.pdf>. Acesso em: 18 abr. 2018.
-
MONTEIRO, B. de S. et al. Metodologia de desenvolvimento de objetos de aprendizagem com foco na aprendizagem significativa. In: XVII SIMPÓSIO BRASILEIRO DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO. Brasília: UNB/UCB, 2006. Disponível em: <http://br-ie.org/pub/index.php/sbie/article/download/499/485>. Acesso em: 18 abr. 2018.
-
TAVARES, R. Aprendizagem significativa, codificação dual e objetos de aprendizagem. Revista Brasileira de Informática na Educação, v. 18, n. 02, p. 4-16, 2010. Disponível em: <http://br-ie.org/pub/index.php/rbie/article/view/1205/1114>. Acesso em: 18 abr. 2018.
-
WELLER, M.; PEGLER, C.; MASON, R. Putting the pieces together: What working with learning objects means for the educator, 2003.
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